EFEITO DA TÉCNICA DE THRUST DA ARTICULAÇÃO TIBIOTÁRSICA NA SINTOMATOLOGIA ÁLGICA DE BAILARINAS CLÁSSICAS

Autora: LAIANA SEPÚLVEDA DE ANDRADE MESQUITA

Orientadora: Lorena Carneiro de Albuquerque Suassuna.

Coorientadora: Lais Cristina Almeida

Ano: 2017

 

Resumo: Introdução: O ballet clássico é um tipo de dança de alta performance que requer dos bailarinos posições articulares extremas e grandes esforços, além de um controle preciso da articulação do tornozelo na posição de ponta. Uma bailarina realiza excessivamente a dorsiflexão, e em especial a flexão plantar, que predispõe ao deslocamento do tálus em anterioridade, podendo gerar restrições de mobilidade da articulação tibiotársica e tornando difícil e doloroso o movimento do tornozelo durante a dança. A técnica da técnica de Thrust da articulação tibiotársica permite melhorar a mobilidade e a função articular através da aplicação de um movimento de alta velocidade e curta amplitude. Objetivos: Verificar o efeito da técnica de Thrust da articulação tibiotársica na sintomatologia dolorosa de bailarinas clássicas. Metodologia: Foram incluídas na pesquisa bailarinas que apresentavam queixas álgicas no tornozelo durante a dança clássica, dor à palpação da articulação tibiotalar anterior e posterior e disfunção em compressão da tibiotársica. A amostra foi composta de vinte bailarinas, sendo 10 submetidas a intervenção com a manipulação (GI) e 10 no grupo controle (GC). A sintomatologia álgica na dança clássica após a prática foi medida por meio da Escala Analógica Visual (EVA) e em seguida foi quantificado o limiar de pressão dolorosa através de um algômetro, na articulação tibiotalar anterior e posterior do tornozelo que apresentou restrição de mobilidade. No GI foi realizada o Thrust da articulação tibiotársica restrita e no GC foi realizada a simulação da técnica. Logo em seguida foi quantificado novamente o limiar de pressão dolorosa com o algômetro na articulação tibiotalar anterior e posterior. As bailarinas foram reavaliadas após uma semana da manipulação com a algometria e Escala Analógica Visual (EVA). Resultados: Foi observada redução significativa da sintomatologia dolorosa na dança clássica no GI, reavaliada após uma semana da manipulação, através da EVA (p<0,0001), enquanto não foi verificada diferença significativa no GC (p>0,05). O limiar de dor com o algômetro do GI não modificou logo após a manipulação, mas aumentou significativamente após uma semana da intervenção na articulação tibiotalar anterior e posterior (p<0,05). No GC não foi verificado diferenças significativas no limiar de dor com o algômetro (p>0,05) em nenhum momento. Conclusão: A técnica de Thrust da articulação tibiotársica se mostrou eficaz na sintomatologia álgica do tornozelo das bailarinas clássicas avaliadas.

 

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